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#SaiuNaMídia – Voluntariado faz bem!

Você já participou de algum trabalho voluntário? Tem vontade? Pode ser um bom momento para pensar no assunto. Dedicar-se a algum tipo de atividade voluntária – pela qual você não recebe remuneração – pode ter muitos benefícios. Além do desenvolvimento pessoal e sentimento de solidariedade, o voluntariado é bem-visto pelas empresas na hora da avaliação do currículo do candidato.

Mas no Brasil, o interesse pelo voluntariado ainda não é tão forte. Apenas 28% dos brasileiros já realizaram algum tipo de atividade voluntária, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú Social em parceira com o Instituto Datafolha. Gilson Teixeira, doutor em planejamento estratégico de empresas e computação, diz que o voluntariado começou a ser valorizado recentemente por aqui, diferentemente de outros países.

A valorização dos profissionais que passaram pelo voluntariado tem a ver com a percepção de seu comportamento. “Elas têm um perfil individual de se doarem mais. E o que as empresas querem de fato é isso”, comenta Teixeira. As multinacionais em geral são as que mais valorizam a participação em projetos sociais, por pensarem em soluções a longo prazo, ao contrário das pequenas e médias empresas.

Como professor universitário, Gilson Teixeira tenta desenvolver nos alunos a consciência de valorização dos projetos sociais. Há dez anos ele ministra a disciplina de gestão de projetos, já tendo passado por diversas instituições. Em todas, desenvolve junto aos alunos alguma ação de voluntariado. “Ensinamos a fazer um projeto e ter sucesso, passando por todas as etapas necessárias. Seja uma ONG ou um projeto privado, sempre abordamos essa preocupação da questão social e voluntária”, diz.

A enfermeira Ana Paula Araújo, 33, começou a desenvolver trabalho voluntário em 2011, quando ficou sabendo do Projeto Videira, realizado pela ONG e Creche Casa da Esperança, localizada no bairro de Candeias. A ideia era acolher mulheres grávidas, dando apoio emocional a elas. Ana Paula se interessou e começou a participar do projeto como voluntária. Cerca de dois meses depois que estava na ONG, foi chamada para assumir a coordenação, e acabou contratada. Eles precisavam de alguém que falasse inglês e ela chamou atenção também pelo brilho nos olhos.

Após um ano, Ana Paula foi convidada para trabalhar em um hospital do Recife como enfermeira, mas já estava no cargo de diretora da Casa da Esperança. Ia ficar difícil conciliar as duas coisas. Então ela resolveu abrir mão do emprego do hospital. Com seis meses de diretoria, recebeu o desafio de se tornar presidente da ONG. Para se sustentar, ela conta com uma ajuda de custo que vem da igreja e trabalha realizando partos domiciliares. Poderia estar ganhando mais dinheiro na iniciativa privada? Certamente. Mas o foco de Ana Paula é outro. E a satisfação é grande.

 

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